Costas “travadas”: Possíveis causas, sinais de alerta e o que fazer?

As dores nas costas são uma das queixas mais comuns em Portugal e, entre elas, o episódio conhecido como “costas travadas” é dos mais incapacitantes. A sensação de não conseguir mexer-se, a dor aguda ao tentar levantar-se ou mesmo respirar profundamente, e a rigidez intensa podem surgir de forma repentina. Este tipo de bloqueio pode limitar as atividades mais simples do dia a dia, desde calçar meias até levantar-se da cama. Mas o que está por trás deste bloqueio? E quando devemos preocupar-nos?

O que significa ter as costas travadas?

Popularmente, dizer que se tem as “costas travadas” refere-se a uma crise de dor lombar aguda com rigidez muscular que impede o movimento normal. O quadro é típico da região lombar, embora possa ocorrer também na zona torácica ou cervical. Na maioria dos casos, este bloqueio é causado por uma resposta protetora do organismo a um esforço excessivo, postura inadequada ou inflamação local. Os músculos contraem-se de forma involuntária para proteger a coluna, o que resulta em rigidez e dor intensa.

Possíveis causas de costas travadas

Várias condições podem levar a este bloqueio lombar. Entre as mais comuns estão as contraturas musculares causadas por movimentos bruscos, levantamento inadequado de objetos ou mesmo posturas mantidas por várias horas, como trabalhar ao computador sem suporte lombar. Também o sedentarismo, que leva a uma musculatura mais fraca e rigidez articular, aumenta o risco.

Outra causa frequente é o stress emocional. O corpo tende a acumular tensão na região cervical e lombar, o que pode desencadear espasmos musculares. Por outro lado, causas estruturais como hérnia discal, artrose vertebral ou espondilose também devem ser consideradas, especialmente quando o problema é recorrente.

Como diferenciar uma contratura de algo mais grave?

Nem todas as costas travadas são sinais de alarme, mas há situações que exigem avaliação médica. A dor localizada e sem irradiação, que melhora com calor e repouso, tende a ser benigno. No entanto, se surgir dor que irradia para a perna, formigueiro, perda de força ou alterações nos esfíncteres (como dificuldade em controlar a bexiga), isso pode indicar compressão de raiz nervosa e deve ser avaliado rapidamente.

Também são sinais de alerta a presença de febre, perda de peso inexplicada ou histórico recente de trauma, sobretudo em pessoas mais idosas. Nestes casos, é fundamental procurar um ortopedista, reumatologista ou fisiatra.

O que fazer quando as costas bloqueiam?

Quando o bloqueio surge de forma aguda, o ideal é interromper qualquer atividade física que exija esforço e adotar uma posição de descanso. A mais recomendada é deitado de lado com um travesseiro entre os joelhos ou de barriga para cima com as pernas elevadas. A aplicação de calor local por 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia, ajuda a relaxar a musculatura. Evitar colchões demasiado moles ou almofadas altas também é importante.

Se a dor não melhorar após dois ou três dias, ou se se tornar mais intensa, é aconselhável procurar ajuda especializada. O tratamento pode incluir fisioterapia com técnicas de mobilização, eletroterapia, massagem terapêutica e exercícios de reforço e alongamento. O uso de medicamentos anti-inflamatórios e relaxantes musculares deve ser sempre orientado por um profissional de saúde.

Produtos que podem ajudar

A Ortomédica disponibiliza vários produtos que ajudam no alívio da dor e recuperação da mobilidade. As cintas lombares com reforço são particularmente útis nos primeiros dias de crise, para dar suporte à coluna e reduzir a dor ao movimentar-se. Já as faixas térmicas proporcionam calor constante e localizado, aliviando a tensão muscular.

As almofadas ortopédicas ajudam a manter a postura correta durante o sono e os assentos ergonómicos evitam que a região lombar fique sobrecarregada em quem passa muitas horas sentado. Estes produtos devem ser usados como parte de um plano de recuperação global e nunca substituir o acompanhamento clínico.

Costas travadas podem surgir de forma repentina e comprometer o bem-estar de forma significativa. Conhecer as possíveis causas, adotar medidas de alívio adequadas e recorrer à ajuda especializada quando necessário é essencial para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida. O acompanhamento médico, aliado a um estilo de vida mais ativo e a produtos adequados, é a chave para recuperar e evitar novas crises.

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